Herbert Bayer
Jun 16
Vamos falar um pouquinho de história. Quem é apaixonado por tipografia, com certeza conhece Hebert Bayer, um dos grandes artistas que sairam de Bauhaus. Eu o considero um grande mestre, tanto pelos trabalhos como pelas idéias. Sou simplista demais e suas idéias combinam muito comigo… realmente me identifico com ele.
Artista gráfico, ilustrador, director de arte, fotógrafo, docente na Bauhaus, pioneiro do Modernismo no design europeu e norte-americano. Herbert Bayer (1900-1985) nasceu na Áustria. Foi estudante da Bauhaus de 1921 até 1923. Em 1925, foi convidado a dirigir a Oficina de Tipografia e Publicidade; assim, Bayer passou a integrar o corpo docente da Bauhaus. Bayer pensou poder superar os limites impostos pelo vai-vem das modas; para tal, subordinou o seu desenho de letras a leis “intemporais” e “objectivas”.
Um dos seus lemas era: Os problemas de estilo e da expressão individual deviam retroceder face à “pureza da geometria” e às exigências da funcionalidade. Sturm Blond Em 1925, Herbert Bayer apresentou o protótipo de uma letra reduzida às formas geométricas mais elementares – linhas e circunferências. A justificativa a sua proposta foi: “a tipização dos elementos da letra, tendo por base o quadrado, a circunferência e o triângulo reduz o consumo de material tipográfico“. Este método culminou numa tipografia cujas formas fossem tão elementares, que pudessem atingir uma validade “universal”.

Sturm Blond, também conhecida como ‘Universal’
No tipo “universal” que Bayer apresentou em 1925 com o nome sturm blond, a redução foi extrema. A orientação que adotou foi o uso exclusivo de letras minuscúlas, formas da geometria elementar, redução ao mais simples, universalidade. Herbert Bayer era considerado um ‘radical’. Em sua opinião, a cultura era ‘artificial’ enquanto a ciência e o raciocínio eram ‘puros’. Por este motivo, deduzia que as formas de letras simples e geométricas iriam proporcionar algum benefício na sociedade. Os protagonistas da universal typographie pensavam que os novos sistemas de glifos deviam ser “nus” – nus como uma máquina, livre de embelezamentos, livre de qualquer ideologia da cultura. Apesar de Herbert Bayer advogar essa linguagem visual “nua”, também se mostrou apto a trabalhar de forma mais refinada.

Herbert Bayer deixou a Bauhaus em 1928 e foi seguir carreira como designer freelance. Desmobilizou o seu rigor e purismo, para poder vender o seu trabalho. Em 1933, a Fundição Berthold encomendou-lhe uma tipografia para uso comercial.Para esta encomenda, Bayer apresentou a sua sturm blond, mas numa variante já “vestida”, ou seja: com serifas, e bastante condensada.

Versão com serifa da Sturm Blond
Houve poucos clientes do exterior interessados no design moderno e na tipografia feitos na escola Bauhaus. O sucesso comercial das ideias e dos protótipos da Bauhaus – se é que houve um tal sucesso – só começou a esboçar-se no fim dos anos 20. Depois de trabalhar ainda longos 30 anos como artista plástico e gráfico nos EUA, fez o legado da sua obra ao Denver Art Museum. Hoje, a tipografia digitalizada da ‘universal’ é a familia Architype Bayer:
versão digitalizada: family architype bayer
Outros trabalhos do designer:
Links:
- http://www.tipografia.com.br
- http://www.tipografos.net/indice.html
- http://www.wikipedia.org (em inglês)
Categoria(s): arte e design, teoria/design
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