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	<title>rdbandeira blog &#187; teoria/design</title>
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	<description>Design, internet e mais um monte de outras coisas...</description>
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		<title>Afinal, o que é um briefing?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 17:14:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rdbandeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[dicas e truques]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[teoria/design]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>
		<category><![CDATA[briefing]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo o wikipedia, briefing é um conjunto de informações coletadas numa reunião (por exemplo) para o desenvolvimento de um trabalho. Seja ele voltado para administração, relações públicas, publicidade ou qualquer campo que necessite. É um roteiro de ação que cria a solução que o cliente deseja ou então dar uma idéia de como solucionar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.rdbandeira.com/blog/wp-content/uploads/2010/07/briefing.jpg" alt="how to make a briefing?" title="briefing" width="520" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-709" /><br />
Segundo o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Briefing">wikipedia</a>, <em>briefing</em> é um conjunto de informações coletadas numa reunião (por exemplo) para o desenvolvimento de um trabalho. Seja ele voltado para administração, relações públicas, publicidade ou qualquer campo que necessite. É um roteiro de ação que cria a solução que o cliente deseja ou então dar uma idéia de como solucionar o problema. </p>
<p><span id="more-698"></span><br />
Rafael Sampaio fala em seu livro &#8220;Propaganda de A a Z&#8221; uma coisa interessante:</p>
<blockquote><p>O <em>briefing</em> ocorre todas as vezes que uma informação passa de um ponto para outro e o propósito de organizá-lo corretamente é o de assegurar a passagem da informação certa – da pessoa certa para a pessoa certa – na hora certa, da maneira certa com o custo certo. O sucesso ou fracasso dessa operação depende, é claro, de saber o que é certo no contexto, pois o que é certo para uma situação pode não ser certo para outra.</p></blockquote>
<p>Existem vários modelos, guias, tutoriais, rabiscos de como se produzir um Briefing corretamente. Mas no fim, cada um tem sua forma de coletar os dados. Cada empresa (ou pessoa responsável pela coleta) tem seu método para agrupar as informações necessárias para a produção e organizaçao. Porém, existe alguns pontos chave que não devem ser esquecidos na hora da reunião. </p>
<p><strong>1 &#8211; O Cliente</strong><br />
É importante saber a história da empresa, da marca, do mercado e qualquer informação relacionada e, claro, que seja relevante para o processo, para o cenário em questão.</p>
<p><strong>2 &#8211; O Problema</strong><br />
Relacionado ao 1º ítem, aqui devemos explanar mais sobre o problema que queremos/devemos solucionar. É o ponto principal de todo o Briefing. É a chave para saber o que devemos fazer, qual o plano de ação que deve ser desenvolvido.</p>
<p><strong>3 &#8211; Público-Alvo</strong><br />
Nesta etapa conhecemos o alvo, e é importante saber com que público iremos lidar antes de estabelecer um plano de ação. Todos os dados sobre o público deve ser analisado cuidadosamente, não apenas a descrição socio-demográfica básica. Muita atenção no seu público! Ele pode fazer toda a diferença na sua campanha.</p>
<p><strong>4 &#8211; Plano de ação</strong><br />
Definidos quais são os problemas que deverão ser solucionados, o ideal é fazer uma projeção dos resultados. A maioria das pessoas se esquecem desta etapa mas ela é muito importante para definir quais pesquisas serão necessárias, os envolvidos e etc.</p>
<p><strong>5 &#8211; Outras campanhas</strong><br />
É importante também conhecer as outras campanhas feitas pelo cliente. Seja ele impresso ou online. Serve de guia, de referência para a futura campanha. Além de conhecer as estratégias que foram utilizadas antes e que deram ou não certo.</p>
<p><strong>6 &#8211; Custos e prazos</strong><br />
Nesta etapa é onde definimos valores e o tempo de execução da estratégia. Muitas vezes um dos dois itens acabam sendo um impecilho para que ela seja planejada corretamente. Cabe ao cliente já deixar claro o prazo para que o planejamento seja feito dentre os dias propostos, assim como a empresa deve deixar claro os custos.</p>
<p>Rafael Sampaio diz em seu livro &#8220;Um bom briefing deve ser tão curto quanto possível mas tão longo quanto necessário&#8221;. Ou seja, ele deve conter todas as informações necessárias e relevantes. Ele deve ser seletivo.<br />
Se ele for muito extenso, acaba-se disperdiçando tempo, além de confundir e não esclarecer. Se for muito curto, signfica que não possiu todas as informações necessárias abrindo muito o leque para a criação e desenvolvimento de idéias. Isso pode causar atrasos e aborrecimentos caso o foco seja perdido.<br />
O responsável pela transmissão dessas informações é o de coletar o ponto de vista do cliente. Não pode responder às perguntas nem expressar suas opiniões. Deve apenas ouvir. Ele controla a reunião, mas não deve dominá-la. Fazer a coleta destas informações corretamente é a peça chave para que o briefing esclareça todas as informações necessárias e relevantes ao projeto. Sem disperdício de tempo e foco.<br />
Recomendo que leiam <a href="http://www.portaldapropaganda.com/imagens_portal/p1/marketing/downloads/guiaseroteiros/0003/arquivo_ext/Modelo%20de%20Briefing.doc">&#8220;Um bom brliefing é o primeiro passo para o sucesso&#8221;</a> de Rafael Sampaio. Um trecho do livro &#8220;Propaganda de A a Z&#8221;. Ele explica com muito mais detalhes o que é um briefing, detalhando erros e dando sugestões de como proceder no desenvolvimento além de um check-list das possíveis perguntas que devem ser discutidos durante o processo de reunião de informações. </p>
<p>Fontes: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Briefing">Wikipedia</a>, <a href="http://www.arteccom.com.br/webdesign/downloads/briefing.zip">Revista Arteccom</a> e <a href="http://www.portaldapropaganda.com/marketing/downloads">Portal da Propaganda</a></p>


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		<item>
		<title>A sua análise semiótica das marcas e suas representações</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 05:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rdbandeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[teoria/design]]></category>
		<category><![CDATA[semiótica]]></category>

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		<description><![CDATA[Este poema foi dado numa das minhas aulas de semiótica, para que todos lessem e discutissem o que é ser você no mundo de hoje onde tantas marcas existem e nos identificam. Quem somos nós nesse mundo onde a marca vale mais do que você mesmo? Eu, Etiqueta Carlos Drummond de Andrade Em minha calça [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este poema foi dado numa das minhas aulas de semiótica, para que todos lessem e discutissem o que é ser você no mundo de hoje onde tantas marcas existem e nos identificam. Quem somos nós nesse mundo onde a marca vale mais do que você mesmo?</p>
<blockquote><p><strong>Eu, Etiqueta</strong><br />
Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>Em minha calça está grudado um nome<br />
que não é meu de batismo ou de cartório,<br />
um nome&#8230; estranho.<br />
Meu blusão traz lembrete de bebida<br />
que jamais pus na boca, nesta vida.<br />
Em minha camiseta, a marca de cigarro<br />
que não fumo, até hoje não fumei.<br />
Minhas meias falam de produto que nunca experimentei<br />
mas são comunicados a meus pés.<br />
(&#8230;)<br />
meu isso, meu aquilo,<br />
desde a cabeça ao bico dos sapatos,<br />
são mensagens,<br />
letras falantes<br />
gritos visuais,<br />
ordens de uso, abuso, reincidência,<br />
costume, hábito, premência,<br />
indispensabilidade,<br />
e fazem de mim homem-anúncio,<br />
escravo da matéria anunciada.<br />
Estou, estou na moda.<br />
É doce estar na moda, ainda que a moda<br />
seja negar minha identidade,<br />
trocá-la por mil, açambarcando<br />
todas as marcas registradas,<br />
todos os logotipos do mercado<br />
(&#8230;)<br />
Hoje sou costurado, sou tecido,<br />
sou gravado de forma universal,<br />
saio da estamparia, não de casa,<br />
da vitrina me tiram, recolocam,<br />
objeto pulsante mas objeto<br />
que se oferece como signo de outros<br />
objetos estáticos, tarifados.<br />
Por me ostentar assim, tão orgulhoso<br />
de ser não eu, mas artigo industrial,<br />
peço que meu nome retifiquem.<br />
Já não me convém o título de homem.<br />
Meu nome novo é coisa.<br />
Eu sou a coisa, coisamente.</p>
<p><em>(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 1984.)</em>
</p></blockquote>
<p>E deixo a pergunta:<br />
<strong>Quem é você? O que realmente te representa?</strong></p>
<p>Fica aberta a discussão.<br />
=)</p>


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		<title>O que é essa tal de semiótica?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 22:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rdbandeira</dc:creator>
				<category><![CDATA[teoria/design]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[semiótica]]></category>

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		<description><![CDATA[Ultimamente tenho observado que muitos blogs estão falando sobre semiótica, mas nenhum deles explicou o que realmente é semiótica. Quais os critérios e análises utilizadas e aplicadas pela tal semiótica. É um tema interessantíssimo, vasto e que gera muitas discussões (saudáveis, por favor). Hoje, olhando meus arquivos salvos no google docs, encontrei este texto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente tenho observado que muitos blogs estão falando sobre semiótica, mas nenhum deles explicou o que realmente é semiótica. Quais os critérios e análises utilizadas e aplicadas pela tal semiótica. É um tema interessantíssimo, vasto e que gera muitas discussões (saudáveis, por favor). Hoje, olhando meus arquivos salvos no google docs, encontrei este texto que foi dado numa aula de semiótica que tive na faculdade no 2º período. Neste texto, vc vai encontrar os conceitos das análises, segundo Peirce. Muito explicativo e para os interessados, vai ser muito útil. O texto, segue abaixo:<br />
A RELAÇÃO DO SIGNO CONSIGO MESMO, <em>segundo C. S. Peirce</em><br />
É a relação que o signo tem consigo mesmo, no seu modo de ser, no seu aspecto, na maneira como aparece. Desse modo, ele se divide em quali-signo, sin-signo e legi-signo.</p>
<h3>1º &#8211; QUALI-SIGNO</h3>
<p>Se algo aparece como pura qualidade, este algo é primeiro. É claro que uma qualidade não pode aparecer e, portanto, não pode funcionar como signo sem estar encarnada em algum objeto. Ela é apenas um sentimento vago, indiscernível, num nível de primeiridade, aberta a interpretação junto com seu suporte. Seu caráter qualitativo – cores, luminosidade, cheiros, gostos, volumes, texturas, formas etc. – enriquece o objeto impregnado.</p>
<h3>2º &#8211; SIN-SIGNO</h3>
<p>Num segundo nível, o da secundidade, qualquer coisa que se apresente diante de você como existente único, material, aqui e agora, é um sin-signo. Isto porque qualquer existente real e concreto está conectado ao universo do qual ele faz parte, irradiando sentido em outras direções. É o seu caráter físico-existencial que aponta para as outras coisas. Rastros, pegadas, resíduos fazem parte de uma existência concreta. Daí, sin-signo.</p>
<h3>3º &#8211; LEGI-SIGNO</h3>
<p>Ao nível de terceiridade, o caráter do signo aparece quaando,  em si mesmo, o signo é de lei. Isto porque, ao ser representado, é portador de uma lei que, por convenção ou pacto coletivo, determina que aquele signo represente seu objeto. Note-se que se é por convenção aquilo que ele representa não é individual, mas geral. Por exemplo, as palavras são caracteres cujos códigos são combinados, mantêm um acordo firmado entre o grupo – uma lei – para que o signo possa significar. Já dizia Peirce: “você pode escrever a palavra “estrela”, mas isto não faz de você o criador da palavra – e mesmo que você a apague, ela não foi destruída. As palavras vivem nas mentes daqueles que as usam. Mesmo que estejam todos dormindo, elas vivem nas suas memórias. Elas são coletivas, não individuais”.</p>
<h3>AS DIMENSÕES SEMIÓTICAS SEGUNDO CHARLES MORRIS</h3>
<p>Em uma análise posterior, Charles Morris aprofundou e  estabeleceu uma classificação entre a relação do receptor do signo com o objeto designado. A análise desse processo apura quatro fatores: o veículo sígnico &#8211; aquilo que atua como um signo; o designatum – aquilo a que o signo se refere; o interpretante – o efeito sobre alguém em virtude do qual a coisa em questão é um signo para esse alguém; e o intérprete – o alguém.<br />
Morris também estabeleceu as três dimensões do signo:</p>
<h3>1. A DIMENSÃO  SINTÁTICA</h3>
<p class="western" style="font-family:Verdana;" lang="pt-BR" align="justify">Os signos formam-se e se agrupam segundo regras, isto é, os signos se organizam, não se amontoam. Esse é o ponto de partida da sintática. O pensamento, caótico por natureza, é forçado a organizar-se para dar sentido aos signos. As partes se juntam em construção, relacionando-se umas às outras, para formar um todo. É do todo organizado, das partes que interagem, que se parte para obter uma análise. A dimensão sintática é a relação dos signos entre si.<br />
Exemplos:</p>
<ul>
<li>As palavras que compõem  um poema, um texto jornalístico, uma propaganda.</li>
<li>As notas musicais que se  agrupam para formar uma música</li>
<li>Os elementos visuais de  uma fotografia, de um quadro.</li>
<li>Os tipos de letras de  uma propaganda impressa.</li>
<li>Os fotogramas, as  seqüências, os takes de um filme.</li>
</ul>
<h3>2. A DIMENSÃO  SEMÂNTICA</h3>
<p>É a que considera a relação entre o signo e seus significados. Todos os signos significam, quer dizer, têm um significado. Por natureza e por definição não há signos sem significado, pois que o significado é precisamente aquilo pelo qual está para alguém. Agora, o que é o significado, esse é um dos problemas maiores de toda a semiótica e que constitui o campo da semântica.<br />
O significado de um nome ou signo é apreendido por quem conhece a língua ou o conjunto dos signos em que esse signo se enquadra. Normalmente um signo tem um significado e a esse significado corresponde uma referência. O mesmo significado e a correspondente referência têm em diferentes línguas diferentes expressões.<br />
Os significados estão sujeitos à ação do tempo e da formação cultural do grupo interpretante. É por isso que os significados mudam de grupo para grupo e de tempos em tempos.</p>
<h3>3. A DIMENSÃO  PRAGMÁTICA</h3>
<p>Considera-se a dimensão pragmática a relação entre o signo e seus usuários. É a ação, o movimento de interpretação que é compreendido e incorporado ao sistema global de outros signos. Qualquer estudo semântico ou sintático conduz inexoravelmente à investigação pragmática. Para se fazer uso do signo, há que se fazer sentido.<br />
As regras pragmáticas estabelecem as condições em que algo se torna um signo para os intérpretes. Ou seja, o estabelecimento das condições em que os termos são utilizados por ele em seu processo de pensamento. Daí que qualquer signo produzido e usado por um intérprete pode também servir para obter informações sobre esse intérprete.<br />
Os signos podem ser usados para condicionar comportamentos e ações tanto próprios como alheios.<br />
O que a pragmática vem acrescentar à semiótica é a descrição das regras de uso dos signos. Sintaxe e semântica estudam exclusivamente o sistema, a pragmática estuda o uso dos elementos do sistema. A esta cabe definir as regras do uso dos signos, que são diferentes das regras do sistema. Por exemplo: Não basta que uma frase esteja correta do ponto de vista gramatical, é preciso também que ela se adapte ao contexto para que possa ter o sentido pretendido e possa ser entendida nesse sentido.</p>


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